domingo, outubro 25, 2009

350 Tic Tacs!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!




Neste final de semana estive em Itaici (Indaiatuba-SP), para encontro estadual de preparação da CF 2010, cujo tema é a Economia Solidária (Economia e Vida)

No sábado, fiz a proposta de realizar alguma ação lembrando o dia 24/10, data mundial de mobilização pelo clima, vide campanha Tic Tac e 350.

Sugeriram que escrevesse um pequeno texto sobre o assunto para ler no sábado a noite, aos representantes das diversas regiões, cerca de 350 pessoas.

Então criei uns versos no estilo repente, com refrão Tic Tac Tic Tac, que o pessoal falava acompanhado de palmas. Chamei de Oração do Tic Tac, já que foi lido durante um momento de oração.

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24/10/2009 – Campanha Tic Tac
Sobre COP 15 – Copenhague, Dezembro 2009


Oração do Tic Tac
Responsório: Tic Tac Tic Tac Tic Tac Tic Tac


Mudança climática, chuva,
trovoada, furacão,
calor, falta d’água e sede,
enchente, destruição
Tic Tac Tic Tac.....
Trinta graus no tempo frio,
blusa de lã no verão,
ipê floresce no outono,
primavera tem limão
Tic Tac Tic Tac...
Pé de vento, pé de amora,
jurubeba, ribeirão,
asa branca foi embora
e levou meu coração
Tic Tac Tic Tac...
Santa e Bela Catarina,
mar de lama, inundação,
estiagem na Amazônia,
e o Pará virou carvão
Tic Tac Tic Tac...
Uma outra Economia,
Não tem outra solução,
solidária e sustentável,
Economia de Irmão
Tic Tac Tic Tac...
Em dezembro, Copenhague,
Importante reunião,
Presidente, rei, ministro,
Muito chefe de nação
Tic Tac Tic Tac...
Vão falar do Aquecimento,
Debater a condição,
a gente fica de olho,
acompanha com atenção
Se o povo não participa,
toda essa gente rica,
faz turismo, tira foto,
(urso polar não dá voto)
o encontro não dá fruto
e piora a situação
Tic Tac Tic Tac
Vamos chamar juventude,
defender a nossa Terra,
onça, rio, floresta, serra,
planeta, população,

(Vamos chamar o Magela,
Terezinha e Wanderley,)*
vamos relembrar o Chico,
vamos convidar Marina,
o Brasil vai entrar no Clima
e vai ter arrumação...
Tic Tac Tic Tac....
quilombola, índio, idoso,
vai valer a voz do povo,
vai chover certo de novo,
e o relógio vai parar...
a contagem regressiva,
não vai ser mais ameaça,
agora é tempo de graça,
domingo, ressureição!!!!!
Tic Tac Tic Tac....

Paulo Dutra – Equipe CF Diocese Jundiaí
Coordenador do subregional Sorocaba
A Oração do Tic Tac fez parte da liturgia do sábado à noite, em 24/10/09, em Itaici, durante encontro de preparação da CF 2010 – “Economia e Vida”.
*Improviso: Magela, Terezinha e Wanderley foram participantes da liturgia.
Fotos de Vânia Fukuhara - Equipe Diocesana de São Carlos

terça-feira, julho 28, 2009

Juventude da Roseira

O encontro na Roseira, comunidade rural no Caxambu, Jundiaí-SP, foi marcado com o grupo de Jovens que se reúne aos domingos na capela. O objetivo era assistir o documentário "Home". Com a falha técnica, a história mudou para um bate-papo, que incluiu o Fórum Social Mundial, resgatado nas fotos de Raul Pereira, expostas no local.
Raul e Luis Fernando tentam salvar a sessão

Pati

Beto

Paulo

o arquivo não abre

Fotos do Raul

sexta-feira, junho 19, 2009

Andanças

Toda Educação é Ambiental!

Prosa com Tião Rocha, educador popular e antropólogo, na Conferência Ethos 2009 (foto de João Batista Maia da Silva - fotógrafo cego - do Projeto SENAC)

terça-feira, junho 16, 2009

Andanças

Toda Educação é Ambiental!

aprendizado...

poesia...

conhecimento...

e encanto, nas trilhas do Caxambu!

Andanças

Toda Educação é Ambiental!

No São Francisco, plantando árvores e acertando a Terra!

Andanças

Toda Educação é Ambiental!

roda, roda roda...mãos dadas, como irmãos...

em volta do Jequitibá!!!

roda, roda, roda...em defesa do Tietê!!!


Andanças

Toda Educação é Ambiental!

Amazônia no Varjão e Coletivo no médio Tietê

Cantoria Ecosolidária e abraço dos Povos do Japi (com Senador)


Andanças

Toda Educação é Ambiental!


Jornada pelo Tietê teve agroecologia e caminhada!


Cabreúva - Muito fôlego em Defesa da Vida!


Andanças

Toda Educação é Ambiental!

O ipê do Centro Comunitário e Escola Bispo, no dia do meio ambiente


Plantando Magnólia com Senador e alunos, prézinho na Roseira e...

...visita sorridente ao Areião


Andanças

Toda Educação é Ambiental!

Cogumelos na beira do rio e grupinho do Centro São Francisco


Escola Estadual em Cabreúva e admirando a mata no Caxambu

segunda-feira, março 30, 2009

Walquírias, perto do fim!




Balanço das Águas


A água inspirou dois eventos públicos na cidade durante esta semana: na segunda, 23, a DAE trouxe o jornalista Washington Novaes e na quarta, 25, a Câmara sediou o Fórum do Rio Jundiaí. Previsível, Novaes confirmou o cenário alarmante do planeta, por conta das mudanças climáticas, poluição das águas e consumo desenfreado. Apesar disso, o DAE afirma que a água da cidade está garantida por várias décadas.


Na Câmara, o velho debate sobre a despoluição do rio Jundiaí. O prefeito de Várzea foi pessoalmente. O de Salto também. Miguel Haddad mandou representante, o secretário Spina, de Planejamento e Meio Ambiente. Também aqui, nenhuma novidade: a Sabesp deve tratar o esgoto de Várzea e Campo Limpo lá pra 2012.


Os comitês e conselhos continuam com seus debates e reuniões. O CERJU comemora 27 anos. Os vereadores, sem muita desenvoltura, falam do aglomerado urbano, de plano diretor e plano de águas. E o rio Jundiaí segue poluído e canalizado. O Fórum Caxambu também lançou uma programação paralela, o Fórum Regional Água e Terra - FRATER. Os debates estão em andamento. Em abril, no Dia da Terra, deverá acontecer um painel de avaliações. Uma das idéias, que ganha força, é remunerar os agricultores que conservem a água na Área de Mananciais.


Mas a imagem mais significativa desta Semana da Água é uma enorme estrutura de concreto lá na rua do Retiro. Metrô? Túnel de acesso para a Anhanguera? Não. São toneladas de concreto formando o novo canal do córrego das Walquírias. Uma “maravilha” da engenharia, idealizada pela Prefeitura, que vai tomando forma e revelando o tamanho do estrago. Fruto de um projeto feito às pressas, para aproveitar o dinheiro fácil do PAC, a obra sepultou um trecho bastante preservado deste córrego urbano. Com ele, desapareceu o pequeno ecossistema ali instalado: garças, saracuras, socós, capivaras, preás e peixes, além de uma delicada flora aquática e resquícios de mata ciliar.


Não havia urgência nesta obra. O dinheiro seria mais bem empregado no córrego do São Camilo ou na Baixada Paranaense. Mas se queriam assim, com um pouco mais de cuidado, o Walquírias poderia ser recuperado de forma sustentável. O concreto, tão querido das empreiteiras, serviria para a estrutura de contenção e infiltração das águas, o popular piscinão. A população contaria com um pequeno parque urbano. A vítima mais recente da obra foi uma espatódea, arrancada do local. Árvore originária da África deu azar, cresceu no caminho do canal. Apesar de estar na Área de Proteção Permanente, não há lugar mais provisório e menos protegido do que as margens dos córregos jundiaienses em tempos de PAC.


O PAC, aliás, está órfão. Isso também ficou claro nos debates da semana. Pensado para transformar a cidade em um grande canteiro de obras no ano eleitoral, o PAC não causou muito entusiasmo e trouxe problemas. Seus idealizadores agora estão em outras funções. O ex-prefeito está cuidando de córregos em outra cidade. O atual secretário de obras diz que não gosta de canalizações, mas não mexe no PAC. Já Spina, que é construtor, diz que cimento é o melhor para a drenagem urbana, mas prefere não falar do assunto, entretido com um “grande projeto” de meio-ambiente, que deverá lançar em breve.


A FUMAS voltou a cuidar de habitação. Nunca devia ter saído de seu foco. A DAE nem que saber disso, está ocupada armazenando água para o futuro. O COMDEMA não viu o projeto e não gostou. O promotor estadual de meio-ambiente diz que não dá pra mudar, só mitigar. Como mitigar uma estrutura esdrúxula como aquela? Plantando mudinhas? O promotor federal diz que sua responsabilidade “faleceu”. A ouvidoria da Secretaria Estadual do Meio Ambiente ouve tudo com muita paciência. Mas haja paciência para esperar uma resposta.


A polícia ambiental averigua.E o DEPRN... ah, o DEPRN: diz que não viu nada, que tá tudo certo e deu licença mesmo.


Resta reclamar ao bispo. Mas ele foi embora.


Dizem que o próximo a assumir pode ser “verde”. Já estou rezando.
Paulo Dutra

(as fotos anexas, do autor, mostram o córrego visto da ponte sobre a rua do Retiro, em out/08 e mar/09)

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Povos do Japi - Ecosolidária - Dezembro 2008

Crianças do Varjão brincam pela Paz cantoria e roda de capoeira

bate-papo e artesanato


baticundum e papai-noel



algodão-doce, revistinha e roda-roda



Defesa da Vida e Cultura da Paz

No dia 23/12, as crianças da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, no Jd. Novo Horizonte (Varjão), tiveram uma tarde de atividades para celebrar a Vida, a Paz e o Natal.

Foi a última etapa do Povos do Japi 2008 - Ecosolidária, valorizando o meio ambiente e a vida humana, estimulando a solidariedade e a amizade entre os participantes.

Depois de um bate-papo com Maria Adelaide, da LAF, na igreja, as crianças foram ao pátio, para uma atividade de Dança Circular, seguida da Roda de Capoeira. Aprenderam sobre colaboração enquanto se divertiam.

Em seguida, com a presença do Papai Noel, houve distribuição de balas, algodão doce, pipoca e refrigerantes. Durante toda a tarde, aconteceu também uma oficina de artesanato.

No final, todos voltaram cantando para dentro da igreja, onde houve mais um momento de bate-papo e o encerramento.

Além do Padre Norberto Savietto e voluntárias da Paróquia e da Pastoral do Menor, participaram Lar Anália Franco, Associação Hansenianos de Jundiaí, Grupo de Capoeira do CECAP/Morada das Vinhas - Mestre Mão e o Coletivo Povos do Japi.