Criado em 2002, o Fórum Permanente Caxambu é um movimento socioambiental de voluntários em defesa da Água. Nossa base de atuação é o Planeta Terra, mas estamos abrigados na Microbacia do Jundiaí-Mirim, bairro Caxambu, Jundiaí-SP. Nossas frentes são a Educação Ambiental, restauração das Matas Ciliares e Desenvolvimento Solidário e Sustentável das Comunidades Rurais e Urbanas. Somos Agroecológicos de coração e Outromundistas por natureza!
segunda-feira, janeiro 17, 2011
domingo, janeiro 02, 2011
Terra Madre Day em Jundiaí e Monte Alegre
Eventos do Terra Madre Japi - Jundiaí e Monte Alegre do Sul: dia 10/12 atividade no Senac Jundiaí, das 14 às 18h30. Dia 13/12, 19h, em parceria com a ETEC Benedito Storani, valorização do CAQUI, fruta cultivada na região de Jundiaí (Circuito das Frutas) há mais de 40 anos. Dia 15/12, 9-13h, reunião da Rede de Agroecologia Mantiqueira Mogiana, com técnicos e agricultores, na CATI Estação Experimental de Monte Alegre do Sul.
mais fotos em: http://picasaweb.google.com/forumcaxambu/TerraMadreDay2010
quinta-feira, dezembro 30, 2010
terça-feira, dezembro 07, 2010
TERRA MADRE DAY 2010
Terra Madre JAPI
OFICINA DO GOSTO
Resgatando Sabores Locais
SENAC Jundiaí - 10/12/2010 - 14h às 18h30
Roda de Conversa - Vídeos - Degustação
Nos dias 10, 11 e 12/12, povos de todo o mundo comemoram o Terra Madre Day.
Aqui, Terra Madre JAPI.
Povos do JAPI e de todo mundo, aderindo à proposta do Slow Food Internacional (veja em http://www.slowfood.com/terramadreday/welcome_po.lasso).
OFICINA DO GOSTO
Resgatando Sabores Locais
SENAC Jundiaí - 10/12/2010 - 14h às 18h30
Roda de Conversa - Vídeos - Degustação
Nos dias 10, 11 e 12/12, povos de todo o mundo comemoram o Terra Madre Day.
Aqui, Terra Madre JAPI.
Povos do JAPI e de todo mundo, aderindo à proposta do Slow Food Internacional (veja em http://www.slowfood.com/terramadreday/welcome_po.lasso).
A proposta é resgatar "sabores locais" da Serra do Japi e entorno.
Qual é o sabor local de sua cidade? Um prato típico, uma comida, um doce, a forma de prepará-lo, uma fruta, uma história perdida no tempo...
A busca destes sabores locais, resgatando histórias e valorizando a cultura e a biodiversidade do nosso "pé-de-serra" é a proposta deste encontro, no dia 10/12 em Jundiaí, no SENAC.
Também nestes dias (10 a 13), acontecem eventos espalhados pelo entorno da Serra do Japi, dentro da simplicidade da proposta do Terra Madre: um almoço, uma degustação, uma visita a um sítio, uma conversa com aquela senhora, um segredo, uma receita que não conta pra ninguém...
O Terra Madre Day diz respeito à produção orgânica, agricultura urbana, hortas escolares, cultura e história locais. E mais: recuperar receitas, conhecer pessoas que as preparam, identificar uma comida, uma fruta, um alimento que represente nossa região.
Quais são os sabores locais do JAPI, Cabreúva, Cajamar, Pirapora do Bom Jesus e Jundiaí, municípios que compõe a Área de Proteção Ambiental, mas também nas cidades do entorno histórico e cultural e extensões legais da APA?
Produto típico, de todo o entorno, certamente foi o café!
Então, tomar um bom cafezinho já é uma maneira de comemorar o Terra Madre JAPI.
Mas onde havia fazendas de café, havia também escravos e a tradição da farinha de mandioca e da culinária afro.
E as frutas da mata atlântica, que no caso de Cajamar tem o Araçá como símbolo.
Em Pirapora tinha um projeto com pimentas e na Casa do Samba serve feijoada e tradições culturais
Em Pirapora tinha um projeto com pimentas e na Casa do Samba serve feijoada e tradições culturais
Na praça de Pirapora, o doce de cidra na palha lembra os tachos de cobre pendurados por aí.
Cabreúva faz cachaça da boa e uma sopa de milho verde com cambuquira. Cambuquira é o broto da abóbora. Recorda verduras, legumes, frutos, grãos, preparos, hoje distantes de nossos pratos.
Em Jundiaí tem a forte tradição da polenta, vinho, lingüiça, risoto de miúdos de frango, uma Itália caipira e rural. E a cultura da uva.
Cabreúva faz cachaça da boa e uma sopa de milho verde com cambuquira. Cambuquira é o broto da abóbora. Recorda verduras, legumes, frutos, grãos, preparos, hoje distantes de nossos pratos.
Em Jundiaí tem a forte tradição da polenta, vinho, lingüiça, risoto de miúdos de frango, uma Itália caipira e rural. E a cultura da uva.
Mas antes dos italianos vieram os negros. Caxambu, inclusive, significa batucada. Onde está a tradição e influencia do negro na comida local?
Cajamar tem muitas empresas de charque, que sugerem a tradição dos tropeiros...
Será que restou alguma coisa da memória dos pescadores do rio Tietê e do Jundiaí?
E o conhecimento ancestral das ervas e espécies do Japi, os chás, as tinturas e ungüentos, perdeu-se no tempo?
A nossa agricultura recente, ensinada e praticada nos Colégios Agrícolas, orgânica, como a da Fazenda Japiapé, do Sítio Santa Isabel e do Cecatto ou do assentamento do MST no Ponunduva, que luta para produzir com sustentabilidade e tem apoio da ESALQ.
O Circuito das Frutas, caqui, pêssego, ameixa e mais uva. O turismo agroecológico, o vinho e a pinga, que animam e complementam refeições.
Os novos consumidores, mais conscientes, preocupados com a saúde, com a família e o meio ambiente...
Tudo isso é assunto e inspiração para o nosso Terra Madre JAPI.
Participe e ajude a contar essa história!
Oficina do Gosto
SENAC Jundiaí Rua Vicente Magaglio, 50 - Jardim Paulista.
10/12 - 14h
Participação Gratuita
Confirmar presença pelo email forumcaxambu@gmail.com
Participe e ajude a contar essa história!
Oficina do Gosto
SENAC Jundiaí Rua Vicente Magaglio, 50 - Jardim Paulista.
10/12 - 14h
Participação Gratuita
Confirmar presença pelo email forumcaxambu@gmail.com
segunda-feira, novembro 29, 2010
Dia 3 na Teia
CONVITE
O TEIA-USP LABORATÓRIO DE EDUCAÇÃO E AMBIENTE,sediado na FEUSP. realizará seu quinto encontro da série DIÁLOGOS DO TEIA-USP 2010: Redes Sociais, Cidadania e Sustentabilidadeque abordará o tema
A Educação Ambiental Crítica e Os Grupos Ambientalistas Juvenis Nos Anos 2000
Palestrantes: Luciana Ferreira da Silva e Paulo Marco de Campos Gonçalves
A atividade será realizada no dia 03 de DEZEMBRO das 14h às 17h.
O Local do evento será o Auditório da Faculdade de Educação da USP
Endereço: Avenida da Universidade, 308, bloco B. Cidade Universitária - São Paulo
Contamos com a presença de vocês. Haverá certificação.
Mais informações no cartaz em anexo ou pelo site www.teia.fe.usp.br
O TEIA-USP LABORATÓRIO DE EDUCAÇÃO E AMBIENTE,sediado na FEUSP. realizará seu quinto encontro da série DIÁLOGOS DO TEIA-USP 2010: Redes Sociais, Cidadania e Sustentabilidadeque abordará o tema
A Educação Ambiental Crítica e Os Grupos Ambientalistas Juvenis Nos Anos 2000
Palestrantes: Luciana Ferreira da Silva e Paulo Marco de Campos Gonçalves
A atividade será realizada no dia 03 de DEZEMBRO das 14h às 17h.
O Local do evento será o Auditório da Faculdade de Educação da USP
Endereço: Avenida da Universidade, 308, bloco B. Cidade Universitária - São Paulo
Contamos com a presença de vocês. Haverá certificação.
Mais informações no cartaz em anexo ou pelo site www.teia.fe.usp.br
quarta-feira, novembro 24, 2010
quinta-feira, novembro 18, 2010
quarta-feira, novembro 17, 2010
Suiriris no Centro
sexta-feira, novembro 12, 2010
Fraternidade e o Planeta
Em 2011, a CNBB propõe que todas as pessoas de boa vontade olhem para a natureza e percebam como as mãos humanas estão contribuindo para o fenômeno do aquecimento global e as mudanças climáticas, com sérias ameaças para a vida em geral, e a vida humana em especial, sobretudo a dos mais pobres e vulneráveis. É nesse contexto que a CNBB propõe para 2011, a Campanha da Fraternidade com o tema “Fraternidade e a vida no planeta”, e como lema “A criação geme em dores de parto (Rm 8,22)”.
sexta-feira, novembro 05, 2010
Biodiversidade
O II Encontro Paulista de Biodiversidade (II EPBio) é uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo com o intuito de promover o debate em torno das questões mais relevantes a respeito da biodiversidade. Com a proposta de reunir academia, sociedade civil e governo, os Encontros Paulistas de Biodiversidade constituem um fórum importante para a proposição de novas estratégias e políticas para a conservação e recuperação da biodiversidade em São Paulo.informações em: http://www.sigam.ambiente.sp.gov.br/sigam2/Default.aspx?idPagina=9228
quarta-feira, novembro 03, 2010
Economia Verde
A Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo idealizou a Bolsa Internacional de Negócios da Economia Verde - BINEV com o objetivo de apresentar uma proposta de desenvolvimento que busca instituir novos vetores de crescimento econômico, novas fontes de empregabilidade e soluções consistentes para a melhoria da qualidade ambiental.
Para isso, durante quatro dias, estarão reunidos representantes do Governo do Estado de São Paulo, investidores, empresários, empreendedores, instituições representativas, organizações não governamentais – ONGs, universidades e representantes da sociedade civil do Brasil e do mundo para apresentar iniciativas nacionais e internacionais ligadas à Economia Verde.
www.ambiente.sp.gov.br/economiaverde/index2.html
terça-feira, outubro 26, 2010
segunda-feira, outubro 25, 2010
sexta-feira, outubro 22, 2010
Domingo, 24, em Pirapora do Bom Jesus
Em Defesa do Meio Ambiente com Dilma Presidenteàs 10, em frente à Igreja Matriz, no centro de Pirapora do Bom Jesus
Com a presença do ministro do Meio Ambiente, José Machado, e do Turismo, Luiz Barreto
Plenária "O Papel do Turismo Regional"
às 12, no antigo cinema de Pirapora do Bom Jesus (Rua Cônego Vicente, s/n, Centro - ao lado da Igreja Matriz)
Com a presença do ministro do Turismo, Luiz Barreto
quinta-feira, outubro 07, 2010
Fórum SWU de Sustentabilidade
terça-feira, outubro 05, 2010
Lá vai São Francisco...
São Francisco de Assis
“Quando a lua cheia, mansa e bonita, desponta nas quebradas da serra, São Francisco desce da estátua e vagueia pela imensidão do parque recontando os animais, curando os que estão feridos, juntando os que se perdem e colhendo ramos de arnica e de carqueja que são remédios para todos os males”.
Texto do livro Serra da Canastra Brasil, de Lester Scalon, Ed. Empresa Das Artes
2009. Foto São Francisco, nascente, Serra da Canastra. Fonte: http://www.saofranciscovivo.com.br/node/108
“Quando a lua cheia, mansa e bonita, desponta nas quebradas da serra, São Francisco desce da estátua e vagueia pela imensidão do parque recontando os animais, curando os que estão feridos, juntando os que se perdem e colhendo ramos de arnica e de carqueja que são remédios para todos os males”.
Texto do livro Serra da Canastra Brasil, de Lester Scalon, Ed. Empresa Das Artes
2009. Foto São Francisco, nascente, Serra da Canastra. Fonte: http://www.saofranciscovivo.com.br/node/108
Mais doce...

Semana do Rio Jundiaí
Nesta semana, o rio Jundiaí recebe justa homenagem, com palestras e plantio de mudas.
Mas a transformação de sua amarga realidade depende de investimento, coragem política e aplicação de soluções técnicas inovadoras.
O Parque Linear do Rio Jundiaí não é uma idéia da Prefeitura Municipal, mas um empenho da Promotoria de Meio Ambiente.
A cidade ainda aguarda por estudos mais amplos de toda a bacia hidrográfica, que deveriam embasar qualquer intervenção no próprio rio e seus afluentes.
Mais que equipamento público de lazer, quanto ao conceito, um Parque Linear visa devolver à população o convívio com o meio hídrico, proteger a área contra ocupações, restaurar várzeas e vegetação ciliar, proteger as margens contra erosão, reduzir a poluição difusa, etc.
O Parque Linear é uma proposta do Ministério das Cidades, que recomenda também a renaturalização dos rios e córregos. Renaturalizar é devolver ao rio suas condições mais próximas do estado natural.
No caso do rio Jundiaí isso começa na despoluição, processo iniciado há 30 anos com a criação do Consórcio e jamais concluído. A Sabesp tem grande responsabilidade nas décadas de atraso, por não tratar o esgoto de Várzea Paulista e Campo Limpo.
Em 2009 o rio Jundiaí sofreu mais um duro golpe, com a canalização de suas margens na altura da Vila Lacerda, que ampliou o trecho concretado. O pacote incluiu a destruição da vida nos córregos afluentes, com canalizações radicais, intermináveis e milionárias, como a da Avenida Nove de Julho.
As águas do rio Jundiaí merecem um olhar mais doce.
Paulo Dutra
publicado no Bom Dia - Leitor - 03/10/2010
foto: rio Jundiaí 1975 - http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=849058
Nesta semana, o rio Jundiaí recebe justa homenagem, com palestras e plantio de mudas.
Mas a transformação de sua amarga realidade depende de investimento, coragem política e aplicação de soluções técnicas inovadoras.
O Parque Linear do Rio Jundiaí não é uma idéia da Prefeitura Municipal, mas um empenho da Promotoria de Meio Ambiente.
A cidade ainda aguarda por estudos mais amplos de toda a bacia hidrográfica, que deveriam embasar qualquer intervenção no próprio rio e seus afluentes.
Mais que equipamento público de lazer, quanto ao conceito, um Parque Linear visa devolver à população o convívio com o meio hídrico, proteger a área contra ocupações, restaurar várzeas e vegetação ciliar, proteger as margens contra erosão, reduzir a poluição difusa, etc.
O Parque Linear é uma proposta do Ministério das Cidades, que recomenda também a renaturalização dos rios e córregos. Renaturalizar é devolver ao rio suas condições mais próximas do estado natural.
No caso do rio Jundiaí isso começa na despoluição, processo iniciado há 30 anos com a criação do Consórcio e jamais concluído. A Sabesp tem grande responsabilidade nas décadas de atraso, por não tratar o esgoto de Várzea Paulista e Campo Limpo.
Em 2009 o rio Jundiaí sofreu mais um duro golpe, com a canalização de suas margens na altura da Vila Lacerda, que ampliou o trecho concretado. O pacote incluiu a destruição da vida nos córregos afluentes, com canalizações radicais, intermináveis e milionárias, como a da Avenida Nove de Julho.
As águas do rio Jundiaí merecem um olhar mais doce.
Paulo Dutra
publicado no Bom Dia - Leitor - 03/10/2010
foto: rio Jundiaí 1975 - http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=849058
Quando entrar setembro...
Dia da Árvore e PrimaveraO rio Jundiaí corre pelo vale, ao pé das Serras do Japi e Cristais. A natureza que ainda resiste, dá suporte para grande número de espécies, todas duramente ameaçadas. Entre elas, o homem.
Dia da Árvore, início da Primavera, motivos para lembrar alguns heróis desta história.
Como as antigas figueiras da Praça da Bandeira, que tombaram para dar lugar a velha rodoviária, hoje terminal central. Ou as paineiras do shopping da av. 9 de julho e as araucárias do horto florestal. E o velho cedro do Caxambu, protegido pelo prof. Pedro Fávaro.
Os ipês brancos da rua Barão do Teffé ou os amarelos, espalhados pela cidade. O guatambu gigante da região da Santa Clara e as velhas senhoras do "eucalipsom", na fazenda Ermida.
A paisagem do cerrado no Medeiros e Fazenda Grande, com suas jurubebas, lobeiras e sucupiras. As castigadas matas ciliares do rio Jundiaí e seus afluentes. As espécies protegidas em poucos parques e praças e nos jardins do Solar do Barão.
As árvores da rua Anchieta e tantas outras.
Com flores vão marcando a passagem do tempo e nos lembrando que, como elas, somos todos companheiros nesta viagem.
Paulo Dutra
Publicado no JJ - Opinião - 22/10/2010
foto: cedro do bairro Caxambu- Jundiaí-SP
11 de Setembro - Dia do Cerrado

Cerrado Paulista
Hoje é o Dia do Cerrado, um dos mais importantes biomas brasileiros. E um dos mais ameaçados também. O cerrado permeia o centro-oeste, boa parte de Minas e chega a São Paulo. O chamado cerrado-paulista foi devastado ao longo dos anos por plantações e pastagens.
A Assembleia Legislativa aprovou ano passado a Lei de Proteção ao Cerrado, com critérios ainda mais severos que o do Código Florestal. O bioma era responsável por 14% do território paulista – hoje esse índice caiu para 0,84%.
Uma parte disso está em Jundiaí: regiões do Medeiros, Fazenda Grande, Parque da Cidade, Marco Leite, Horto, Distrito Industrial e áreas ao pé da Serra, como a destinada ao shopping Iguatemi.
Jundiaí tem lobo-guará e tem lobeira, árvore típica do cerrado que alimenta o lobo. Tem também sucupira-preta, jurubeba e os ipês amarelos que se destacam nesta época. Há relatos da presença do pequi, a árvore símbolo do cerrado, na região do Horto e de tamanduá-mirim na Fazenda Grande.
Quase desconhecido dos jundiaienses, nosso cerrado-paulista vai desaparecer em pouco tempo. São as áreas preferidas para condomínios e novos loteamentos.
Paulo Dutra
Hoje é o Dia do Cerrado, um dos mais importantes biomas brasileiros. E um dos mais ameaçados também. O cerrado permeia o centro-oeste, boa parte de Minas e chega a São Paulo. O chamado cerrado-paulista foi devastado ao longo dos anos por plantações e pastagens.
A Assembleia Legislativa aprovou ano passado a Lei de Proteção ao Cerrado, com critérios ainda mais severos que o do Código Florestal. O bioma era responsável por 14% do território paulista – hoje esse índice caiu para 0,84%.
Uma parte disso está em Jundiaí: regiões do Medeiros, Fazenda Grande, Parque da Cidade, Marco Leite, Horto, Distrito Industrial e áreas ao pé da Serra, como a destinada ao shopping Iguatemi.
Jundiaí tem lobo-guará e tem lobeira, árvore típica do cerrado que alimenta o lobo. Tem também sucupira-preta, jurubeba e os ipês amarelos que se destacam nesta época. Há relatos da presença do pequi, a árvore símbolo do cerrado, na região do Horto e de tamanduá-mirim na Fazenda Grande.
Quase desconhecido dos jundiaienses, nosso cerrado-paulista vai desaparecer em pouco tempo. São as áreas preferidas para condomínios e novos loteamentos.
Paulo Dutra
Publicado no jornal Bom Dia
Leitor
11/09/2010
Foto: http://www.sitecurupira.com.br/plantas_nativas/sucupira_preta.htm
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