segunda-feira, junho 09, 2008

Semana do Meio Ambiente


fotos: Reciclagem de resíduos urbanos; Galinhas da Rede de Agroecologia; ; Prof. Pedro Pontual; Rio Jundiaí, em Itupeva.




Várzea - No dia 4/6 o FPC participou de um encontro com Pedro Pontual, da coordenação internacional do Fórum Social Mundial. A atividade aconteceu no Espaço da Cidadania, em Várzea Paulista. O município se prepara para o FSM 2009, que acontecerá em Belém do Pará. O foco será a Amazônia, mas as tribos do mundo todo levarão para lá suas demandas socioambientais.

Jundiaí - Na quinta, 5/6, em Jundiaí, foi realizado um debate público no Sindicato dos Metalúrgicos, em Jundiaí. Organizado por vereadores do Partido dos Trabalhadores, o evento foi um convite para a sociedade civil expressar suas preocupações com o meio ambiente, tendo em vista as eleições de outubro.Foram apresentadas alternativas para reciclagem de resíduos urbanos, como os materiais de construção.

Monte Alegre - A Rede de Agroecologia (http://redeagroecologia.cnptia.embrapa.br/) se reuniu no dia 6/6, em Monte Alegre do Sul, Pólo Regional da APTA. O FPC faz parte do Colegiado Gestor da Rede. Na pauta, um balanço das atividades do primeiro semestre, galinhas felizes e a movimentção em torno da Vidalimento, feira orgânica que acontece em agosto, na cidade de Pedreira.

Rio Jundiaí - No sábado, dia 7, a comunidade do bairro Fazenda Grande e a empresa Itabras realizaram um mutirão para plantio de mudas num espaço socioambiental criado para o convívio, lazer e educação ambiental.

sexta-feira, maio 16, 2008

biodiversidade ameaçada

ilhota com paturi
árvore isolada
garça sobrevoa o rio
Nas margens do Rio Jundiaí, biodiversidade ameaçada

Obras de canalização ameaçam aves e fragmentos de mata-ciliar

As obras de canalização do Rio Jundiaí no trecho entre a Vl. Lacerda e o Pq. Shangai, começam a alterar as margens, numa área até então relativamente calma e preservada.

Afastado da avenida Latorre e sem casas por perto, este trecho do rio tem pequenos resquícios de mata e aves como garças e paturis.

É um trecho que recebe as águas limpas do Córrego do Mato e do Córrego Walquírias e tem muitas pedras no leito. Essa combinação de oxigenação e diluição dos poluentes melhora a qualidade do rio Jundiaí e as condições para a fixação da vida silvestre.

Numa ilhota, um banco de areia, pedras e lixo, bem próximo do local onde deságua o córrego Walquirias, é possível observar um casal de irerês (paturis) e pelo menos duas espécies de garça, em vários períodos do dia. Também há pegadas de capivaras na ilha e margens.

Neste mesmo local, que fica próximo das quadras de futebol Umbro Center, há terrenos baldios nas duas margens e uma pequena mata em regeneração, que começa a ser derrubada pelos tratores.

A presença das garças, irerês, capivaras, indica que toda uma cadeia de vida está ali instalada.

Infelizmente, essa biodiversidade que resiste heroicamente no poluído rio Jundiaí, vai desaparecer com a canalização do trecho.

As margens e o leito serão concretados e a vida vai dar lugar ao "crescimento".

Não haverão outras alternativas? Não é possível conciliar desenvolvimento e sustentabilidade
?

quinta-feira, abril 10, 2008

Palmito, na Real!




Palmitos, Rãs, Cavalos, Educação e Sustentabilidade!

No Caxambu, sítio aposta no "tempero" equilibrado e dá a receita da preservação.

O Sítio São Lázaro, no Caxambu, em Jundiaí-SP, é um exemplo de propriedade rural sustentável. Além do cuidado com a água e os recursos naturais, os proprietários diversificaram as atividades ao longo dos anos, garantindo a sustentabilidade da família e dos emprendimentos.

No mesmo local convivem de forma harmoniosa uma escola infantil, ranário, hípica, plantação de palmeira real australiana, restaurante e fragmentos de mata nativa. Localizado na área de mananciais, na sub-bacia do córrego do Ananás, com 80 mil m2, o sítio preserva a paisagem e o modo de vida rural. A tranquilidade é o maior patrimônio da família.

O chef de cozinha Helton Hentz, formado em hotelaria, morou na Itália e Portugal, onde definiu sua vocação, inspirado no avô, que na década de 70 manteve ali um restaurante rústico, o Recanto Caxambu. A especialidade do "La Vecchia Fattoria", que Helton abriu há um ano, são as massas e o palmito assado. A rã produzida no sítio também é servida em porções. Aos sábados, um café da manhã da roça alegra os visitantes.

São muitos motivos pra se visitar o sítio e conhecer de perto o que o Caxambu tem de melhor!


Veja video sobre o preparo do palmito com o chef Helton:
http://video.google.com/videoplay?docid=-4233639233899761704

site do restaurante:
http://www.lavecchiafattoria.com.br/

segunda-feira, março 31, 2008

Água em Pirapora - Espaço Cultural Samba Paulista









espaço cultural samba paulista
Semana da Água/Dia Mundial da Água
15 a 22 de Março

Carta será apresentada no Dia da Terra

CARTA DE PIRAPORA - Em Defesa da Água, do Rio Tietê e da Vida!
Pirapora do Bom Jesus - Santana de Parnaíba - Cabreúva


Pirapora, do tupi-guarani, salto de peixe (pira-peixe e porá, salto)
Parnaíba, em tupi, significa rio difícil de navegar (paraná = grande rio + aiba = ruim)
Cabreúva, do tupi kauuré ýua, árvore do caburé (a coruja caburé)

Durante a Semana da Água, de 15 a 22 de março, ambientalistas e comunidade estiveram reunidos em Pirapora do Bom Jesus para escrever coletivamente um manifesto, a CARTA DE PIRAPORA. O objetivo da Carta é exigir a imediata despoluição do Rio Tietê.

A iniciativa foi uma parceria entre a equipe da Campanha da Fraternidade 2008 - "Fraternidade e Defesa da Vida", Defensoria da Água, entidades regionais, poder público, especialistas, ambientalistas e a comunidade em geral.

O manifesto "Carta de Pirapora" será divulgado nacional e internacionalmente, com apoio das instituições parceiras. O objetivo é colocar o Tietê na pauta das redações e dos governos e pedir o apoio das instituições internacionais diante da situação dramática do rio e da população de Pirapora e região – Cabreúva, Santana de Parnaíba e outras – submetidas diariamente aos gases contaminantes exalados pela água.

Diversas reuniões e atividades foram realizadas, com o objetivo de gerar subsídios para a Carta de Pirapora. O apoio técnico foi do engenheiro civil Massao Okazaki, pesquisador de todo o sistema de abastecimento da grande São Paulo, incluindo os fenômenos da poluição dos rios Tietê e Pinheiros. O site Webcentral, que tem páginas exclusivas sobre a poluição também acompanhou o evento (www.webcentral.com.br/pirapora).
Além de atividades no centro cultural Espaço do Samba Paulista Vivo - "Honorato Missé" no centro de Pirapora, aconteceram reuniões na Secretaria da Cultura, EE LUCIDIO MOTTA NAVARRO, de Cabreúva, Colégio Municipal "Tenente General de Gaspar de Godói Colaço, de Santana de Parnaíba e visitas a EMEF professora Nercy Amélia Marteline Dalver, Núcleo Pró Tietê-SOS Mata Atlântica e comportas de Pirapora.

Em função dos feriados da Semana Santa a redação final da Carta não foi concluída no sábado, dia 22, Dia Mundial da Água. O grupo de trabalho estará reunido nas próximas semanas com o objetivo de apresentar e divulgar o manifesto no dia 22 de abril, Dia da Terra

A data ganha especial importância pois 2008 é considerado pela ONU o Ano Internacional do Planeta Terra e o Ano do Saneamento.

Belém do Pará

Uma das propostas surgidas durante as atividades é a de levar um grupo de jovens ao Fórum Social Mundial 2009, que será realizado em janeiro do próximo ano em Belém do Pará, representando as comunidades afetadas pela poluição do Rio Tietê. Durante este evento, acontece o Fórum Social das Águas e a Carta de Pirapora será levada a este espaço.

Apoio

Além das escolas públicas, da comunidade em geral, a atividade Dia Mundial da Água – CARTA DE PIRAPORA teve o apoio/parceria da Defensoria da Água, Instituto pela Defesa da Vida, Rede de Agroecologia Mantiqueira Mogiana-Núcleo Cristalino, Fórum Permanente Caxambu, Prefeitura Municipal de Pirapora do Bom Jesus – Secretaria da Cultura, Secretaria de Planejamento, Urbanismo e Meio Ambiente e Secretaria de Educação de Santana de Parnaíba, Paróquias - Matriz de Santana, Matriz de Pirapora e Jesus de Nazaré (Cabreúva) e comunidade de Cabreúva.

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Carimbó no Varjão - 29/12/2007

Dança típica do Pará, o carimbó é mais uma das riquezas dos Povos da Floresta.

Mas os Povos do Japi também aprovaram - Em Belém ou no Varjão, é diversão garantida!

quarta-feira, janeiro 23, 2008

29/12/2007 - Varjão

prosa, viola e fita , roda, papo-cabeça, canto e folia, café com pão, saúde e alegria!





No dia 29/12/2007, comemoramos o Dia da Biodiversidade e um ano de muitas atividades, no Varjão, nas "barrancas" do Rio Jundiaí. Ali vive uma comunidade vibrante e numerosa, incluindo muitas crianças e jovens. Aproveitando a reunião, reafirmamos nosso compromisso com a Amazônia, tema da Campanha da Fraternidade 2007, convidando o Projeto Saúde e Alegria, representado pelo cientista social José Arnaldo Oliviera. Dentro desta mesma proposta, nos engajamos na CF 2008, em "Defesa da Vida". Para animar a festa, contamos com a presença do CEDECA - Centro de Defesa da Criança e do Adolescente e da Pastoral do Menor. Também a companhia Filhos de Belém marcou o ciclo natalino, com sua Folia de Reis. As atividades aconteceram no Centro Comunitário São Francisco de Assis e nas dependencias da Paróquia Nossa Senhora Aparecida. O evento contou com apoio do grupo Gênesis/Takaoka.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Povos do Japi 2007 - IMAGENS

Assembléia Legislativa, 10/12
Encontro em Cabreúva - 15/12/2007 Dentro da programação do II Encontro dos Povos do Japi, participamos da atividade "Parceiros da Paz e da Sustentabilidade", em parceria com a Defensoria da Água e Instituto para Defesa da Vida, no dia 10/12, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo.
Também aconteceu um bate-papo sobre Juventude, na escola estadual, no centro de Cabreúva, na manhã do sábado, 15/12. CJ Caipira, Programa de Jovens da Reserva da Biosfera e Campanha da Fraternidade 2008, foram alguns dos temas debatidos.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Encontros do Japi: Florada, Fazenda Conceição, CF 2008, Dia dos Direitos Humanos, Lar Anália Franco, Centro Comunitário São Francisco....


porque outra APA é possível!


Depois da abertura na última quinta, 6/12, o II Encontro dos Povos do Japi intensificou sua agenda de diálogos, percorrendo vários espaços da cidade e da capital. A sexta dia 7 foi reservada a reuniões de avaliação e planejamento.


CF - No sábado, 8, a participação na primeira reunião da Campanha da Fraternidade 2008 marcou a adesão do Fórum Permanente Caxambu ao tema "Defesa da Vida". Mais de cem agentes da Campanha estiveram presentes no Auditório da Cúria Diocesana de Jundiaí.

Florada - Neste mesmo dia uma visita ao Centro Comunitário João de Deus, no Jardim Tarumã, onde acontece o trabalho do Grupo Florescer, abriu espaço para concretização de uma agenda ambiental na entidade para 2008. A visita ocorreu durante o evento "Florada", um bazar de artesanatos, pães e bolos que mostra um pouco do trabalho do grupo, feito por meninas do bairro.

Conceição - Dia 9, o encontro foi na Fazenda Conceição, antiga produtora de café, onde o proprietário Antonio Sestini resgata a história, a culinária e a natureza. A área está inserida na bacia do rio Capivari e deverá receber um projeto agroecológico e de recuperação de áreas degradadas, em parceria com a Rede Mantiqueira Mogiana.

Dia Mundial dos Direitos Humanos - O Fórum Caxambu foi a São Paulo na segunda, dia 10, levar os Encontros à Assembléia Legislativa, onde participou, ao lado do Instituto em Defesa da Vida das comemorações do Dia Mundial dos Direitos Humanos. Pela manhã uma conferência abordou a Biodiversidade e as novas tecnologias e a tarde aconteceu a cerimônia de premiação dos "Parceiros da Paz e da Sustentabilidade". No final da tarde, uma comissão segiu para o Viaduto do Chá, onde realizou 24 horas de vígilia com a campanha Mais Vida, Menos Lixo, contra o avanço dos lixões sobre as áreas de Mata Atlântica.

Defesa da Vida - Na manhã do dia 11, o clero da Diocese de Jundiaí se reuniu no Caxambu, para confraternização dos padres de 11 cidades da região. O tema da CF 2008 - "Fraternidade e Defesa da Vida" - mais uma vez foi destaque. O Fórum Caxambu é parceiro da Cáritas na Campanha e estará apoiando a divulgação da CF em várias paróquias a partir de janeiro.
LAF - Também no dia 11, um encontro com alunos do Lar Anália Franco e a coordenadora Adelaide, definiu uma proposta de levar um curso de produção de vídeo para a entidade. O projeto deverá ser realizado em parceria com o Instituto para Defesa da Vida na sede da entidade a partir de fevereiro. Neste dia os alunos assistiram a peça "Biosfera em Perigo" e a conversa mostrou que os meninos (e meninas) estão ligados na ameaça do aquecimento global.

Horta Orgânica e Coletivos Jovens - O Centro Comunitário São Francisco de Assis sediou uma oficina de horta orgânica e compostagem nesta quarta e um bate-papo Coletivos Jovens. Localizado no Jd. Novo Horizonte, o Centro é coordenado pela Caritas Diocesana de Jundiai.

O encontro aconteceu no período da manhã, com atividades direcionadas para adolescentes e jovens da comunidade, conduzidas por estudantes da UNICAMP e UNESP, representando o grupo Trocas Verdes e Coletivos Jovens sócio-ambientais do interior de São Paulo, o CJ Caipira.

A compostagem de resíduos orgânicos e a preparação de canteiros deram início a horta ecológica do Centro Comunitário. Além disso, o Fórum Caxambu e os grupos convidados conversaram sobre a formação de um Coletivo Jovem no local.

CJ - Os Coletivos Jovens de Meio Ambiente, comumente chamados de CJs, são grupos informais que reúnem jovens representantes ou não de organizações e movimentos de juventude que têm como objetivo envolver-se com a temática ambiental e desenvolver atividades relacionadas à melhoria do meio ambiente e da qualidade de vida. Esses coletivos são como redes locais, para articular pessoas e organizações, circular informações de forma ágil, pensar criticamente o mundo a partir da sustentabilidade, planejar e desenvolver ações e projetos, produzir e disseminar propostas, que apontem para sociedades mais justas e equitativas.

Programação contínua

13/12 - Reuniões internas de avaliação e planejamento
14/12 - Aniversário da Cidade - Manifestações Culturais
15/12 - Coletivo Jovem na APA Cabreúva
16/12 - Espaço do Samba Paulista Vivo - Pirapora do Bom Jesus

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Japiapé



riacho e cão

Povos do Japi começou nesta quinta, no Japiapé

Fazenda Japiapé, no bairro Ponunduva em Cajamar, sediou reunião da Rede de Agroecologia

Integrantes da Rede de Agroecologia Mantiqueira Mogiana estiveram reunidos durante a quinta, 6, na Fazenda Japiapé (http://www.japiape.com.br/) em Cajamar, marcando a abertura do II Encontro dos Povos do Japi.

A Rede (http://www.agroecologia.cnptia.embrapa.br/) é formada por um colegiado de instituições, além de produtores rurais, técnicos, estudantes universitários, estagiários e consumidores. Seu objetivo é difundir e incentivar a prática da Agroecologia e o consumo de produtos de origem agroecológica, que são cultivados com respeito ao meio ambiente e ao ser humano.

O Fórum Permanente Caxambu, organizador do Encontro, incentiva a Agroecologia para o fortalecimento da agricultura familiar, preservação ambiental e sustentabilidade

A Fazenda Japiapé, que produz e comercializa mais de dez variedades de hortaliças orgânicas, será uma unidade de referência da Rede na região.

O Encontro reuniu pesquisadores e técnicos da EMBRAPA, UFSCAR, UNICAMP, APTA, Secretaria de Agricultura de Jundiaí, agricultores de Jundiaí, Cajamar e Indaiatuba, representantes de ONGs e da comunidade local. Um representante do Assentamento Pedro Casaldáliga (Fazenda São Luiz) também esteve presente. Entre os estagiários da Unicamp, um intercambista da cidade de Hamburgo, na Alemanha.

Com cerca de 30 participantes, o grupo percorreu a propriedade, elaborando um diagnóstico para identificar os principais indicadores agroecológicos, visando a sustentabilidade do local. Uma agenda de novos encontros para 2008 começou a ser definida e deverá ser aberta a participação de mais agricultores da região.

Programação contínua:

Eventos confirmados:

07/12 - Reuniões internas de avaliação e planejamento
8 e 9/12 - "Florada", no Jd. Tarumã. - Distribuição de mudas de espécies nativas na instituição Florescer - Rua Rio de Janeiro 808, durante bazar da entidade.
10/12 - 9h00 - Conferência Nacional de Biodiversidade, Água e Direitos Humanos e Premiação dos Parceiros da Paz e da Sustentabilidade - Assembléia Legislativa de São Paulo - Auditório Franco Montoro.
11/12 - 9h00 - "Biosfera em Perigo", com Lar Anália Franco.
12/12 - 8h00 - Encontro com os Jovens do Centro Comunitário S. Francisco de Assis - Jd. Novo Horizonte.
13/12 - Reuniões internas de avaliação e planejamento
14/12 - Encontro com Crianças e Jovens da Casa de Nazaré
15/12 - Coletivo Jovem na APA Cabreúva
16/12 - Espaço do Samba Paulista Vivo - Pirapora do Bom Jesus

sexta-feira, novembro 30, 2007

II Encontro dos Povos do Japi


Fórum Caxambu realiza II Encontro dos Povos do Japi

O II Encontro dos Povos do Japi é um ciclo de conversas e debates que o Fórum Permanente Caxambu realiza próximo da data de 10 de Dezembro, que é o Dia Internacional da Declaração Universal dos Direitos Humanos

Este ano a programação começa em 6/12 e prolonga-se até 16/12. Será lançada no dia 3/12, 20h00, durante evento no SENAC Jundiaí. Todas as atividades do II EPJ são gratuitas e abertas à comunidade, inclusive o lançamento do programa.

II Encontro dos Povos do Japi
06 a 16 de Dezembro de 2007
Semana Internacional dos Direitos Humanos
10 de Dezembro - Dia Internacional dos Direitos Humanos


Os "Povos do Japi" são as comunidades que habitam a região das Áreas de Proteção Ambiental – APA - constituídas no entorno da Serra do Japi, ou seja, os municípios de Jundiaí, Cabreúva e Cajamar.

São comunidades rurais e urbanas que convivem direta ou indiretamente com uma das maiores reservas de Mata Atlântica do interior de São Paulo, considerada Reserva de Biosfera da Humanidade pela UNESCO.

Estes grupos vivem os desafios diários da sustentabilidade: o agricultor familiar que planta a uva na microbacia do Jundiaí-Mirim; o executivo das grandes empresas do setor industrial; o aluno das diversas instituições de ensino superior; as populações em situação de risco. Todos, sem exceção, dependem de um delicado equilíbrio entre a ação humana e o meio ambiente.

Mas, para preservar, é preciso conhecer o bioma onde estamos inseridos e, fundamentalmente, os povos que aí habitam.


Primeira Edição

A primeira edição do evento, realizada de 01 a 10/12/2006, reuniu centenas de participantes, em diferentes atividades, concentradas no município de Jundiaí, mas também em Cabreúva, Cajamar e Salto. O evento foi organizado pelo Fórum Permanente Caxambu, grupo ambientalista de Jundiaí e contou com o apoio de instituições locais e empresas privadas. Os encontros aconteceram na Câmara Municipal de Jundiaí, Cúria Diocesana, SENAC, Natura Cosméticos (Cajamar), Complexo Cultural Argos, Fazenda Japiapé, Centro de Lazer São José (Salto), Livraria Nobel e Comunidade Maria de Nazaré (Cabreúva).


II Encontro

Esta segunda edição será realizada mais uma vez na semana dos Direitos Humanos, de 06 a 16 de dezembro de 2007, com atividades diversas, como oficinas, reuniões e debates, em escolas, centros comunitários e espaços públicos de Jundiaí e cidades da APA.

Estes encontros tem como objetivo apresentar para a comunidade experiências positivas em preservação e sustentabilidade e prestar apoio técnico a produtores rurais, profissionais, empreendedores e empresários. A cada dia, empresas, especialistas, acadêmicos, ambientalistas, instituições públicas e ONGs convidadas se revezarão nos debates.


Programação

Eventos já confirmados:

06/12 - 9h00 - Encontro da Rede de Agroecologia no Sítio Japiapé - Bairro Ponunduva - APA Cajamar.

8 e 9/12 - Florada, no Jd. Tarumã.

9/12 - Falando do Caxambu - Diálogo com Prof. Júlio César Lazaro da Silva, mestre em Geografia/Unesp.
10/12 - 9h00 - Conferência Nacional de Biodiversidade, Água e Direitos Humanos e Premiação dos Parceiros da Paz e da Sustentabilidade - Assembléia Legislativa de São Paulo - Auditório Franco Montoro.

11/12 - 14h00 - "Biosfera em Perigo", com Lar Anália Franco.

12/12 - 8h00 - Encontro com os Jovens do Centro Comunitário S. Francisco de Assis - Jd. Novo Horizonte.

14/12 - Encontro com Crianças e Jovens da Casa de Nazaré

15/12 - Coletivo Jovem na APA Cabreúva

16/12 - Espaço do Samba Paulista Vivo - Pirapora do Bom Jesus


Organização

A realização do evento é uma iniciativa do Fórum Permanente Caxambu, grupo sócio ambiental e de apoio ao desenvolvimento rural solidário, fundado em 2002 no município de Jundiaí, que atua em defesa dos mananciais. O II EPJ conta com o apoio do Instituto para Defesa da Vida, Movimento Grito das Águas e Rede de Agroecologia Mantiqueira Mogiana.

email forumcaxambu@gmail.com
11 71051713

sexta-feira, novembro 02, 2007




Sobre o Japi-Guaçu, Córrego do Mato e outros recursos hídricos ameaçados pelas obras da Prefeitura


Nos últimos 40 anos, enquanto o sr. José Moreira da Silva esperava uma solução para o córrego Japi-Guaçu, o mundo mudou radicalmente.

Sobretudo em termos ambientais, mudou para pior.

O clima em todo o planeta está se alterando em função da poluição atmosférica e da destruição da cobertura vegetal. A água é escassa e está contaminada.

O sr. José mora na Vila Maringá, em Jundiaí, e o Japi-Guaçu corre próximo de sua residência. Bem, se neste período o poder público não resolveu o problema do sr. José, não é possível aceitar que agora, tanto tempo depois, a solução seja a mesma aplicável nos anos sessenta.

Tamponar ou canalizar um rio ou córrego é obra de engenharia desatualizada, preguiçosa, pouco criativa, predatória, anti-ecológica e pró-aquecimento global.

O sr. José e todos os moradores da Vl. Maringá tem o direito de se manifestar. E precisam fazer isso sempre, a todo momento. Nós precisamos. Para mostrar ao poder público que quem manda no bairro, na cidade, no país, no planeta, é o cidadão.

Nesse sentido, a Profa. Dra. Laura Bueno, outra moradora de Jundiaí, também tem todo direito de ser contra a obra no Japi-Guaçu, no Córrego do Mato e outros recursos hídricos ameaçados pelas obras míopes da Prefeitura Municipal.

Devemos aceitar o tamponamento do córrego (ou canalização) em troca de uma pracinha, um parquinho ou uma quadra esportiva que logo após será abandonada pelo próprio poder público, como acontece na maior parte destes equipamentos coletivos?

Como, se podemos ter a mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores e jardim, a quadra, o playground e ainda manter o rio vivo, em seu estado natural?

Isso se chama Parque Linear, é Tecnologia Social, disponível e implantada com sucesso em centros urbanos importantes, como São Paulo, Curitiba, São Carlos e outros, mundo afora.

A cidade de São Paulo está vencendo o desafio de recuperar córregos e nascentes, sanear cursos hídricos, devolver o verde e promover a convivência dos cidadãos com a natureza, exatamente como o Sr. José podia fazer há 40 anos, em sua juventude e mais ainda em sua infância.

Eu assinei uma representação ao Ministério Público, junto com Laura Bueno e outros cidadãos, entendendo que a Prefeitura e os órgãos responsáveis pelos projetos, precisam rever o conceito da obra e, principalmente, aprender a ouvir a comunidade e criar condições para que isso ocorra.

Precisamos tirar as cobras e lagartos do quintal da dona Maria Odete, outra moradora da Maringá, mas precisamos, igualmente, preservar o córrego Japi-Guaçu ou o que resta dele, do Córrego do Mato e dos demais.

É um desafio e tanto. Mas não é por isso que vamos optar pelo caminho mais fácil, que é esconder o problema com concreto e asfalto e deixar a "bomba" para as gerações futuras.

A dona. Maria Odete e o sr. José moram nas várzeas, nas áreas de proteção do Japi-Guaçu. A vila Maringá está em Zona de Conservação, delimitada pelo próprio córrego. Todos nós, cidadãos de Jundiaí, estamos numa Área de Proteção Ambiental, uma APA. Todos nós, nos limites da Mata Atlântica, ainda que quase não se perceba.

O Meio Ambiente é bem comum e nesse sentido, o Japi-Guaçu é de todos nós e não apenas dos moradores mais próximos. Nossa responsabilidade então é priorizar o diálogo, não decepcionar o sr. José, mas salvar o rio e o planeta, pedacinho por pedacinho, começando ali, no quintal de casa.

sábado, outubro 13, 2007

Córrego do Mato ameaçado!

Córrego do Mato: a meio caminho de lugar nenhum

A revitalização da Avenida Nove de Julho causa preocupação em seus primeiros movimentos. Na altura do Beco Fino, o córrego foi entubado e concretado. Embora a ponte seja necessária, revela soluções de uma engenharia míope, desconectada das questões ambientais globais.

A Córrego do Mato era apenas a avenida que ligava "nada a lugar nenhum" nos anos setenta. O asfalto invadiu a várzea, manobra impeditiva nos dias de hoje. O código florestal define estas áreas como "de proteção permanente", um estorvo para as prefeituras e empreiteiras.

Quando transformou-se na Nove de Julho, menina dos olhos da cidade, o córrego continuou sua humilde trajetória, do nada para lugar nenhum... Surge de um cano, perto da Vigorelli, deságua tristemente no poluído Jundiaí.

A cidade tem nome de rio e mantém distância profilática de seus cursos d'água. O Jundiaí, com suas margens concretadas há anos, é o grande exemplo disso. Com o Jundiaizinho não é diferente: depois de incensado no Parque da Cidade, vira um canal triste e esquecido. Em seu trecho final, próximo da UNIP, os resquícios de mata-ciliar deram lugar a concreto e asfalto.

Agora, a propaganda oficial anuncia obras de "saneamento". Financiadas pelo PAC, sob pretexto de atender demandas da população, preparam terreno para empreendimentos imobiliários.

A obra na avenida "cartão postal" poderia mesmo ser emblemática, um legado do governo municipal. Mas para isso precisaria quebrar o paradigma da "canalização". Revitalização sim, mas sem entubar o córrego, sem destruir suas margens.

Pessoas de setenta anos, a geração do prefeito, conheceram um rio Jundiaí preservado, onde era possível nadar e "tirar lambari com a peneira". Minha geração viu um rio poluído pelos esgotos, efluentes da Duratex e de outras empresas. Depois, o emparedamento.

Agora querem entubar o córrego do Mato. Para muitos de nossos jovens e crianças, que nem sabem o nome dele, é a única referência de rio urbano.

E não está doente: as garças freqüentam suas águas atrás dos peixinhos, as pedras formam recantos para a pequena fauna local. Em alguns trechos, como nas proximidades do Wiener, a mata mantém intercâmbio com o riacho. De vez em quando se vê um gambá ou um ouriço.

Em tempos de Aquecimento Global, não faz sentido destruir o córrego para privilegiar o trânsito. A avenida pode ser revitalizada sim, embora o município tenha outras prioridades, mas com Engenharia Sustentável, sem dano ao córrego. Até mesmo a troca da tubulação de esgoto pela DAE, uma operação delicada, precisa ser reavaliada. Frente ao desafio de preservar o ambiente, não podemos ter preguiça de pensar, de projetar com criatividade.

Em Santana de Parnaíba, muito próximo de nós, há um bom exemplo dessa Nova Engenharia. Um condomínio, com o sugestivo nome de Gênesis, foi implantado numa imensa área verde. Ao final das obras, a mata-nativa dobrou de tamanho. Num local onde era preciso abrir uma estrada optou-se por uma alça elevada, acima das copas das árvores, para não cortar nenhuma delas.

Os Parques Lineares da cidade de São Paulo são outro bom exemplo. Com a recuperação de córregos e nascentes, serão interligados por corredores verdes, permitindo a circulação da fauna e das sementes. O rio passa a ser o ponto de partida do planejamento urbano e referencia para a comunidade. Na maior e mais complexa cidade da América Latina, até mesmo córregos canalizados ou tamponados voltarão às condições originais.

O córrego do Mato precisa ser conservado, como marco de uma geração que disse não ao concreto e sim à vida. O município "verde", precisa incentivar o transporte coletivo, o uso da bicicleta, educar o motorista, restringir o uso do automóvel. Horários de pico, poucos, não justificam a canalização. A melhor utilização das vias próximas e construção de pontes, pode minimizar os mínimos congestionamentos. A faixa adicional parece ser viável em alguns trechos, onde as calçadas são mais amplas, onde há terrenos vagos. É possível buscar, literalmente, um outro caminho. Pode nascer ali nosso primeiro Parque Linear.

As novas e futuras gerações têm o direito de conviver com um riachinho cortando a cidade. É preciso coragem para lançar mão dessa Nova Engenharia em todos os outros córregos e trechos do rio Jundiaí que pretendem entubar.

O Japi deve deixar de ser lastro da cidade, nessa política do "tudo pode, desde que não se mexa na Serra".

Pensar a reforma da Nove de Julho a partir da preservação e revitalização do córrego do Mato, não é voltar ao passado. É antes uma nova postura, diante dos desafios de um novo tempo.

Sem ela, nós, cidadãos do "município verde", estaremos como a velha Córrego do Mato: a meio caminho de lugar nenhum!

Paulo R. F. Dutra
Coordenador do Fórum Permanente Caxambu, é Comunicador Social e Ambientalista

terça-feira, outubro 02, 2007

Primavera dos Museus

Mesa-redonda: debate sobre Aquecimento Global no Museu da Energia de Jundiaí
Primavera dos Museus

Museus de todas as regiões do país garantiram participação na 1ª Primavera dos Museus. A programação contou com 874 eventos, que aconteceram nos dias 22 e 23 de setembro em 305 instituições museológicas. Organizada pelo Departamento de Museus e Centros Culturais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Demu/Iphan), a primeira edição da Primavera dos Museus sintonizou os museus com o meio ambiente, ao desenvolver uma agenda de atividades integrada sobre tema atual, de relevância mundial, como o aquecimento global.
O Museu da Energia de Jundiaí, em parceria com o Fórum Permanente Caxambu e ETE Vasco Venchiarutti, promoveu as seguintes atividades: Mesa redonda sobre aquecimento global com diversos profissionais de várias instituições; Ecofashion – Desfile com roupas produzidas com materiais alternativos e recicláveis; Oficina de Biodiesel; Apresentação do filme “Mudanças Climáticas”; Exposição de experimentos sobre energia e exposição de fotos sócio-ambientais. Aproximadamente 100 pessoas prestigiaram o evento.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Mês das Crianças

No Dia da Criança, comemore com a Natureza!

Aproveite o mês das Crianças e comemore de uma forma diferente, unindo alegria e carinho com o meio-ambiente.

Ofereça uma atividade especial, onde as crianças encontram diversão e educação-ambiental na mesma brincadeira.

Reúna a garotada para ouvir os contadores de histórias, participar de oficinas de reciclagem, compostagem, horta-orgânica, brincar com a pintura e máscaras dos bichinhos da mata-atlântica e plantar árvores para combater o aquecimento global.


Informações:

forumcaxambu@gmail.com
11 71051713 com Paulo

domingo, setembro 30, 2007


20 Empresas pelo Meio Ambiente

O Fórum Permanente Caxambu, movimento sócio-ambiental da região da Serra do Japi (Área de Proteção Ambiental-Jundiaí-SP), conta com sua colaboração nesta Campanha - 20 Empresas pelo Meio Ambiente.

O Fórum busca a parceria de 20 empresas ou instituições que possam contribuir com uma cota de R$ 500,00 (quinhentos reais) . O valor será utilizado na manutenção dos trabalhos deste segundo semestre.

Cada empresa ou instituição parceira, em contrapartida, estará convidada a participar e compor a mesa do evento "Fórum de Sustentabilidade", que promoveremos em São Paulo, no dia 5 de Dezembro de 2007. As empresas/instituições parceiras receberão um certificado neste evento.

Também como contrapartida, a empresa/instituição receberá pelo período de 1 ano um boletim informativo eletrônico, com novidades sobre o meio-ambiente e a atuação do Fórum Caxambu.

Para contribuir, efetue depósito de R$ 500,00 para:

Banco do Brasil - agência 4048-7 - conta 7.276-1

terça-feira, setembro 11, 2007

VIDALIMENTO, Pedreira-SP,
19 de Agosto

Rede MM reunida para a apresentação do Prof. José Maria Guzman Ferraz ("O Estabelecimento Rural em Transição para a Agricultura Ecológica: como saber se estamos no rumo da sustentabilidade?")



Prof. José Maria (Embrapa/UFSC - em primeiro plano); Nereide Fontebasso (atrás do computador), na manhã do domingo

Paulo e o pessoal da Rede MM, atentos ao debate

segunda-feira, setembro 03, 2007

AGRIFAM
Feira da Agricultura Familiar em Agudos-SP
04/08/2007

Paulo com produtos do Sítio Santa Isabel (vinagre e feijão, João C. Fontebasso - Jundiaí-SP), no stand da Embrapa. É a Rede Mantiqueira Mogiana de Agroecologia, marcando presença na AGRIFAM.

segunda-feira, julho 23, 2007


Campanha - Fórum Caxambu
Caxambu Vivo!- 2º Semestre de 2007


Fundado há 5 anos, o Fórum Permanente Caxambu é um espaço dinâmico para o debate e encaminhamento de soluções ambientais, sediado na Área de Proteção Ambiental da Serra do Japi (APA Jundiai, Cabreúva, Cajamar)

O Fórum nasceu voltado para a questão da Água e foi formado com um grupo de voluntários moradores do bairro Caxambu, em Jundiai-SP, que abriga a maior parcela da Microbacia do Rio Jundiai Mirim, área de proteção de mananciais do município. As características da região definiram sua atuação: as frentes de trabalho são a Educação Ambiental, a Restauração das Matas Ciliares e o Desenvolvimento Solidário e Sustentável das Comunidades Rurais e Urbanas.

Esse trabalho é realizado de diversas formas, como palestras, reuniões, atividades de campo, plantio de mudas, caminhadas ecológicas, mutirões, em ações que se multiplicaram e extrapolaram os limites do bairro Caxambu.
Hoje, o Fórum participa efetivamente do movimento sócioambiental nacional e atua fortemente na região da APA. Um pouco deste trabalho pode ser visualizado neste blog.


O Fórum Caxambu não se constituiu como ONG, mas se firmou como movimento sócio-ambiental. Suas atividades acontecem em clubes, escolas, igrejas, empresas, onde fomenta a organização dos grupos sociais e incentiva a participação pró-ativa em defesa do meio-ambiente.

O trabalho do Fórum tem contado com apoio de empresas e pessoas ao longo destes 5 anos. Infelizmente, em 2007, alguns importantes apoiadores estão ausentes. Desta forma, neste segundo semestre de 2007, se torna indispensável lançar esta Campanha, visando ampliar o relacionamento e garantir a continuidade das atividades.

Contribuição: Peço sua contribuição. Um valor pequeno e único, mas somadas às contribuições de outros parceiros, teremos condições de prosseguir com as atividades. Nossa meta é atingir no mínimo o valor de R$ 10 mil, garantindo assim as atividades de agosto a dezembro.

Se não for possível colaborar pessoalmente, peço que reúna algumas pessoas e participem em grupo . Por outro lado, se houver mais pessoas que possam contribuir, agradeço se puder divulgar a Campanha.

Contrapartida: Ao confirmar sua contribuição, receberá semanalmente, até dezembro/2007, um boletim eletrônico, via email, com as principais atividades do Fórum Caxambu, notícias importantes, links interessantes e informações ambientais. Confirme pelo email paulorfdutra@gmail.com ou forumcaxambu@gmail.com

Aquecimento Global: O trabalho do Fórum Caxambu ajuda a minimizar os agentes causadores do aquecimento global, através do Plantio de Árvores, da conscientização de crianças, jovens e adultos pela Educação Ambiental e do incentivo a Agroecologia, agricultura praticada com respeito ao meio-ambiente.

Para contribuir, efetue depósito para:

Banco do Brasil - agência 4048-7 - conta 7.276-1

Agradeço seu apoio. Acompanhe pelo blog as novidades do Fórum Caxambu!

Paulo R. F. Dutra
11 71051713

quarta-feira, junho 20, 2007

"Amazônia - Vida e Missão Neste Chão"

Reunião de avaliação da Campanha da Freternidade 2007, 18 a 20/05, em Itaici. O tema foi a Amazônia. Na foto, Moacir, Paulo e Sandra

terça-feira, janeiro 09, 2007

Palestrante e participantes do evento

05/01/2007 17h15min (Portal Senac*)

I Encontro Povos do Japi no Senac Jundiaí

O Senac Jundiaí recebeu, no dia 7 de dezembro, o I Encontro Povos do Japi. O objetivo foi organizar, promover, facilitar e incentivar encontros de grupos diversos, com foco na Área de Proteção Ambiental (APA) da Serra do Japi. Representantes das cidades de Jundiaí, Cajamar, Cabreúva, além de interessados participaram do evento.
Na ocasião, João Vasconcellos Neto, presidente da Comissão de Pesquisa do Instituto de Biologia da Unicamp, especialista e pesquisador da Serra do Japi, esteve presente para conversar com os alunos do curso Técnico Ambiental. Assim, puderam conhecer uma das maiores autoridades no assunto, além do trabalho realizado no local.
Estavam presentes, também, alguns monitores que realizam visitas à Serra, bem como representantes da ONG “Fórum Permanente Caxambu”, realizadores do encontro. Foi uma oportunidade para refletir sobre os impactos que estão ocorrendo na Serra do Japi e em seu entorno.
“O I Encontro dos Povos do Japi começa na Semana dos Direitos Humanos, mas não para por aí. É um Encontro em construção, um encontro para debater e planejar o Encontro. É a chance para falar de coisas urgentes, como a questão das leis e de apelos do coração, como a preservação da paisagem para as futuras gerações. É um Encontro entre os povos e deles com sua Serra. Um encontro da Serra com a APA e da APA com seus povos”, disse Paulo Dutra, do “Fórum Permanente Caxambu”.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

IEPJ

Povos...

Encontrando Povos na Capela Maria de Nazaré, Cabreúva, 10/12
Jovens, Maria de Nazaré, Villarejo-Cabreúva
Grupo de Jovens, Capela Maria de Nazaré
Palanque no Salto São José, Ato Público córrego Guaraú, 10/12
Susana e Paulo, na Plenária IEPJ, Argos 10/12
Plenária na Argos, durante Encotur
IEPJ
Encontros...


Niels Gudme falou sobre Ecovilas, na Livraria Nobel Jundiai, em 09/12.
Encontro na Natura, Cajamar, com CPT, ONG Mata Nativa, Agenda 21 e demais participantes, em 05/12.
abertura do I Encontro dos Povos do Japi, na Câmara Municipal de Jundiaí, em 01/12

sábado, dezembro 09, 2006



I Encontro dos Povos do Japi

As conclusões do Encontro em Plenária na Argos, neste domingo


Uma reunião plenária no Complexo Argos, as 11h00 deste domingo, fará o balanço deste I Encontro dos Povos do Japi. O tema é a APA - Área de Proteção Ambiental e as sugestões que surgiram durante o I EPJ.

A proposta do Fórum Permanente Caxambu, que organizou o Encontro, é saber de cada um dos participantes a avaliação das muitas conversas desta semana: "Será o momento da gente trocar idéias, ouvir as pessoas e mobilizar todo mundo, cada um no seu espaço, em defesa das APAS, daqui e de outros lugares", afirma Paulo R. F. Dutra, coordenador do Fórum Caxambu.

Para Paulo, a Plenária, que é aberta a todos os interessados e acontece no espaço do Encotur, também servirá para marcar a data do próximo Encontro dos Povos do Japi: "Com mais Povos participando e, tomara, com o Japi ainda vivo", conclui Paulo.


O que ainda vai rolar no I Encontro dos Povos do Japi

ATO PÚBLICO em Salto e encontro com JOVENS de Cabreúva

Além disso participaremos de um Ato Público do Dia Internacional dos Direitos Humanos, em Salto-SP, em solidariedade ao Movimento Grito das Águas. E concluindo a programação, estaremos no bairro Villarejo, em Cabreúva, para uma conversa com o grupo de jovens local. A proposta é mobilizar a moçada em defesa da Serra e da Cidadania.


Veja convite do Ato Público em Salto e outras informações em:


forumcaxambu@gmail.com
forumcaxambu.blogspot.com
cel. 11 71051713
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=24010766

O que ainda vai rolar no I Encontro dos Povos do Japi

Casa Ecológica é tema deste sábado na Livraria Nobel . Plenária acontece domingo pela manhã, na Argos. Em Salto, na tarde do dia 10, Ato Público pelos Direitos Humanos, veja convite abaixo

Neste sábado, 09/12, continua o I Encontro dos Povos do Japi, com uma Conversa, aberta ao público, a partir das 15h00, na Livraria Nobel Jundiaí.

O convidado é o engenheiro Niels Gudme, responsável pela área de Comunicação do Parque Visão Futuro, que falará sobre Ecovilas e as moradias ecológicas, casas que respeitam o meio ambiente, conservando energia, captando agua da chuva e tratando seu próprio esgoto.

A entrada é franca, mas o participante pode colaborar levando um brinquedo.

Será um bate-papo sobre a crise ecológica global, sustentabilidade e ecovilas.

A LIVRARIA NOBEL JUNDIAI fica na Av. Nove de Julho, 2050 no Anhangabaú - Jundiaí /SP, fone 11-4522.0015

PLENÁRIA:

No domingo, dia 10/12, haverá uma plenária na Argos, centro Guimarães Rosa, as 11h00, também aberta ao público. O tema é a APA - Área de Proteção Ambiental e as sugestões que surgiram durante o Encontro.

Além disso participaremos de um Ato Público do Dia Internacional dos Direitos Humanos, em Salto-SP, em solidariedade ao Movimento Grito das Águas. E concluindo a programação, estaremos no bairro Villarejo, em Cabreúva, para uma conversa com o grupo de jovens local. A proposta é mobilizar a moçada em defesa da Serra e da Cidadania.

Informações:

mailto:forumcaxambu@gmail.com
forumcaxambu.blogspot.com
cel. 11 71051713
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=24010766


ATO PÚBLICO
DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS
Salto de São José – Salto – SP


CONVITE

10 de dezembro de 2006 , domingo, a partir das 14 horas

CENTRO DE LAZER DO SALTO DE SÃO JOSÉ


Promoção
Movimento GRITO DAS ÁGUAS – Defensoria Social

Organização
Associação dos Amigos dos Bairros de Salto de São José e Guarau

Apoio
Vereadores Tadeu (PDT-Salto) - Simão (PSDB-Salto)
Raul Seixas de Itu (PPS-Itu)

Infra-Estrutura
Coordenadoria da Juventude da Prefeitura de Salto – SP
Secretaria Municipal da Saúde de Salto

PROGRAMAÇÃO

14 horas – PALESTRAS DE ABERTURA

A Organização dos Moradores em defesa do Guaraú

Eduardo de Oliveira, Presidente da Associação Amigos de Bairro

Salto de São José e Guaraú


O papel da mulher na defesa do Guaraú

Magdalena Padreca, Terapeuta e Líder Comunitária


O impacto negativo da poluição do Guaraú nos empreendimentos imobiliários

Eduardo Palma, Engenheiro e Empresário


O impacto econômico da poluição do Guaraú no Comércio local

Adriano Gianotto, Comerciante no Salto de São José


15 horas – AULAS TÉCNICAS

O que é tratamento de esgotos – Alternativas tecnológicas

Massao Okasaki, engenheiro civil pelo Mackenzie em 1977 e participa como presidente da Câmara Técnica de Recursos Hídricos do Conselho de defesa do Meio Ambiente de Jundiaí.


I Encontro dos Povos da Serra do Japi.

Paulo Roberto Franchi Dutra, bacharel em comunicação social pela PUC de Campinas com especialização em Comunicação Empresarial, Coordenador do Fórum CAXAMBU – Jundiaí


Os impactos da poluição do Guaraú na Saúde Pública em Salto – SP

Dr. José Carlos Servilha, Secretário Municipal da Saúde de Salto – SP

16 horas – CULTO ECUMÊNICO

17 horas – APRESENTAÇÕES ARTÍSTICAS

Grupo de Dança PERFIL – Projeto Baila Comigo

Artistas dos bairros de Salto São José,Guarau ,São Pedro e São Paulo



18 horas – O PAPEL DA CÃMARA MUNICIPAL NA DEFESA DO GUARAÚ

Vereadores Tadeu, Simão e Raul Seixas de Itu


19 horas – O PAPEL DOS GOVERNANTES NA DEFESA DO GUARAU

Geraldo Garcia, Prefeito Municipal da Estância Turística de Salto – SP

Deputado Estadual Rodolfo Costa e Silva e Deputado federal Reinaldo Nogueira


20 horas – O PAPEL DA JUVENTUDE NA DEFESA DO GUARAÚ
Paulo Henrique Brito , integramnte da JUVENTUDE CIDADÃ de Salto – SP


20:30 horas – SHOW DE ENCERRAMENTO

Banda FRATERNITY TEAM – São Paulo – SP


Contamos com a sua presença

COMISSÃO ORGANIZADORA

sábado, dezembro 02, 2006

I Encontro dos Povos do Japi

Atividades do I Encontro dos Povos do Japi

Os grupos de trabalho dos Encontros já estão completos. Mesmo assim, ainda é possível participar de algumas atividades. Informe seu interesse pelo email forumcaxambu@gmail.com, pelo fone 11 71051713 ou deixe seu recado no orkut http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=24010766

Passeios na Serra 09/12 - para os passeios monitorados gratuitos (2 grupos de 15 pessoas) para a Serra do Japi, organizados pelos Monitores para a manhã do dia 09/12, informem seus dados até o dia 06/12 (nome e RG)

Programação 02 a 10/12

02/12 - No sábado, dia 02, organizadores do Encontro participam de uma reunião com agentes da Campanha da Fraternidade, na Cúria Diocesana. A CF 2007 tem como tema a Amazônia. Paulo Dutra e José Arnaldo Oliveira, vão estabelecer paralelos entre a região Amazônica e o Japi, estimulando a conscientização ecológica e a ação local.

03/12 - No dia 3 o Encontro dos Povos do Japi participa do encerramento da Semana da Consciência Negra, na Argos.

03/12 - dias 3 e 10 acontecem reuniões com grupo de jovens dos bairros Vilarejo e Jacaré, em Cabreúva.

04/12 - No dia 4 a temática será a Agroecologia, um diálogo com o agrônomo e pesquisador da Embrapa. Francisco Corrales.

05/12 - No dia 5, o representante da CPT-Comissão Pastoral da Terra, Fernando Doren fala sobre Reforma Agrária.

06/12 - Reunião com lideranças do bairro Ponunduva, em Cajamar, na fazenda Japiapé.

07/12 - No dia 7/12, o convidado é o Prof. João Vasconcelos, da Unicamp, expert em Serra do Japi. Nesse mesmo dia está programado um encontro com os monitores da Serra.

08/12 - No dia 8/12 haverá uma mesa redonda entre empresas.

09/12 - No sábado, 9/12, os monitores da Serra do Japi formarão dois grupos para visita à Reserva, com participação gratuita.

09/12 - Dia 9, à tarde, Niels Gudme, do Parque Visão Futuro, fala sobre Ecovilas.

10/12 - No dia 10, domingo, acontece uma plenária de encerramento em Jundiai e um ato-público na cidade de Salto. Neste dia também haverá reunião com grupo de jovens dos bairros Vilarejo e Jacaré, em Cabreúva.

sexta-feira, dezembro 01, 2006

I Encontro dos Povos do Japi

Encontro dos Povos do Japi começa nesta sexta, com diversas atividades programadas

Começa nesta sexta-feira, 01/12, com palestra e debate de abertura, na Câmara Municipal de Jundiaí, o I Encontro dos Povos do Japi.

O evento pretende ser um momento de reflexão e ação sobre a APA do Japi, a Área de Proteção Ambiental que protege a Serra do Japi e que engloba os municípios de JUndiai, Cajamar e Cabreuva.

Na abertura, o jornalista Leonardo Moreli, do Movimento Grito das Águas, secretário geral da Defensoria Social, fala sobre "Paz e Sustentabilidade". Esse tema lembra também a Semana dos Direitos Humanos, cuja data internacional é comemorada em 10 de dezembro.

Ainda na sexta-feira, uma festa de confraternização reúne em Itu os organizadores do evento e convidados.

No sábado, dia 02, organizadores do Encontro participam de uma reunião com agentes da Campanha da Fraternidade, na Cúria Diocesana. A CF 2007 tem como tema a Amazônia. Paulo Dutra e José Arnaldo Oliveira, vão estabelecer paralelos entre a região Amazônica e o Japi, estimulando a conscientização ecológica e a ação local.

No dia 3 o Encontro dos Povos do Japi participa do encerramento da Semana da Consciencia Negra, na Argos. A partir do dia 4/12 acontecem os Diálogos, bate-papos com especialistas.

No dia 4 a temática será a Agroecologia, um diálogo com o agrônomo e pesquisador da Embrapa. Francisco Corrales. No dia 5, o representante da CPT-Comissão Pastoral da Terra, Fernando Doren fala sobre Reforma Agrária.No dia 7/12, o convidado é o Prof. João Vasconcelos, da Unicamp, um expert em Serra do Japi. Nesse mesmo dia 7/12 estão programadas atrações culturais e um encontro com os monitores da Serra. No dia 8/12 haverá uma mesa redonda entre empresas. No sábado, 9/12, os monitores da Serra do Japi formarão dois grupos para visita à Reserva, com participação gratuita. Também no dia 9, à tarde, Niels Gudme, do Parque Visão Futuro, fala sobre Ecovilas. No dia 10, domingo, acontece uma plenária de encerramento e um ato-público na cidade de Salto.

Ainda durante a programação da semana, haverá uma reunião com lideranças do bairro Ponunduva, em Cajamar, na fazenda Japiapé e nos dias 3 e 10 acontecem reuniões com jovens dos bairros Vilarejo e Jacaré, em Cabreúva.

A programação completa, com os locais dos eventos abertos será divulgada na sexta-feira, durante o debate na Câmara e estará disponível na internet.

sexta-feira, novembro 24, 2006

I Encontro dos Povos do Japi




UMA OUTRA APA É POSSÍVEL

Paulo Dutra

A afirmação acima diz respeito a APA - Área de Proteção Ambiental da Serra do Japi. Na verdade são três áreas, que compreendem os municípios de Jundiaí, Cajamar e Cabreúva. E mais: no caso de Jundiaí, a APA foi ampliada para proteger a Micorbacia do Rio Jundiai Mirim, atingindo os municípios de Jarinui e Campo Limpo Paulista, onde estão as nascentes do Jundiaizinho.

Mas a APA está ameaçada.

A Prefeitura de Jundiaí, atendendo a pressões de setores da sociedade, procura flexibilizar a lei a APA. Segundo estes setores, o licenciamento ambiental encarece e atrapalha a implantação de novos empreendimentos na cidade.

Não parece ser esta a verdade. A especulação imobiliária faz avançar sobre os fragmentos de mata, mananciais e zona rural, toda espécie de loteamentos e condomínios. Um bom exemplo são os empreendimentos de luxo que surgiram na rodovia João Cereser, em Jundiaí, bem em frente ao Parque da Cidade. Em plena Área de Proteção de Mananciais, os condomínios devastaram uma bela mancha de cerrado, com toda diversidade característica deste bioma.

E não para por aí.

Também am Jundiaí, nas proximidades do Colégio Técnico Vasco Venchiarutti, deverá ser implantado um Alphaville.
A área é uma antiga fazenda, que ficou isolada entre as rodovias Anhanguera e Bandeirantes e o bairro Vila Comercial.
Ali corre límpido o ribeirão das Pedras, que nasce no Japi. Segundo o Plano Diretor do Município, as terras são protegidas e funcionam como um anteparo a zona de conservação, uma defesa para a Serra.

Mas os empreendedores não enxergam nisso um problema. O Plano Diretor não permite. Mude-se o Plano Diretor! E a Prefeitura, ao que parece, não se opõe.

Com a lei da APA flexibilizada e o Plano Diretor complacente, a Serra fica ameaçada.

E surgem questões secundárias, especulações sobre um assentamento do Incra em Cajamar, por exemplo. O futuro núcleo da reforma agrária tem projeto agroecológico e vai ajudar a restaurar uma região já degradada. Mas o preconceito e a falta de informação fazem crescer um movimento de "bastidores", de rejeição ao assentamento. Primeiro foi um abaixo-assinado e uma suposta "aliança" entre vereadores das cidades da APA. Agora, é pela internet que se divulga um sentimento equivocado do tipo "A Serra é Nossa".

A Serra, o ar, a água, são bens-comuns. Aliás, nessa "cesta" do patrimônio comunitário, entram também a língua, a cultura, o folclore e até mesmo a paz e o silêncio.

São aspectos que também ajudam a definir um povo. Povos do Japi.

Quem são eles?

Serão as tribos de Abutres, Caveiras ou independentes que pilotam suas motos pelas trilhas da reserva? Serão os jipeiros, trilheiros, ciclistas, pesquisadores, que conhecem cada quebrada?

Certamente que são todos os habitantes das cidades da APA, Jundiaí, Cabreúva e Cajamar, embora muita gente nem saiba que ela existe.

Mas quem são os Povos do Japi? Será que a Serra ainda esconde populações tradicionais, descendentes dos primeiros colonizadores, escravos, índios, caçadores, mateiros, festeiros, religiosos, benzedeiras, rezadeiras, cantadores?

Os valentes monitores da Serra podem responder essa pergunta? O povo que sobre semanalmente nas visitas monitoradas, é este o povo do Japi?

E os vizinhos? Pirapora do Bom Jesus, que compartilha uma dobra da Serra mas dá conta sozinha da espuma do Tietê. Salto, que bebe a água do Piraí. O Japi emoldura o caminho de Itu, que da outra margem do Tietê contempla a sua beleza.
Estas cidades, também são Povos do Japi. E as gentes dos Cristais, lá de Várzea e Campo Limpo, do Mursa? Quem mais entra nessa conta?

Os Povos do Japi estão nos shoppings, nas escolas, nas empresas, nas igrejas, nas vilas, nas lan-houses, no orkut, no cyberespaço.

E o que querem os Povos do Japi?

Uma outra APA, "flexível" e complacente com o assédio dos especuladores? Uma cidade com APA e com Plano Diretor negociável e adaptável a qualquer situação?

Será que os Povos que por aqui habitam e se encontram querem uma Serra vulnerável a coisas simples, como os tratores da Prefeitura que derrubam ávores e entopem nascentes ou abrem estradas sem cuidados com sua fauna?

O que pensam os mais velhos, pioneiros das caminhadas pelo tombamento? E os mais novos, que debatem na internet os perigos e prazeres do Japi?

E os "forasteiros" que frequentam as trilhas nos fins de semana ou que mudaram para cá, atraídos pelas propagandas do tipo "Com Vista pra Serra" e que aprenderam de fato a amar este lugar?

Para começar a desvendar este mistério e responder as questões, um Encontro dos Povos do Japi.

No tempo real, o Encontro acontece de 01 a 10 de dezembro, numa proposta do Fórum Permanente Caxambu, movimento sócio-ambiental de Jundiaí.

Com abertura na Câmara Municipal no dia primeiro, 20h00, será um tempo de reflexão, debate, busca, criatividade, preocupação, questionamento.

Dez dias pra pensar uma APA possível, sutentável, solidária.

As atividades, nas cidades que compõe a APA e também em Itu e Salto colocam no centro da roda temas como Agroecologia,, Mudanças Climáticas, Direitos Humanos, Paz, Desenvolvimento Sustentável, Água, Saneamento, Plano Diretor, Economia Solidária, Consumo Consciente e muito mais.

Na conversa que abre o Encontro, na Câmara Municipal, o jornalista Leonardo Moreli, falará sobre "Os Arcos da Paz e da Sustentabilidade". Moreli é secretário geral da Defensoria Social e coordenador do Movimento Grito das Águas. Um ambientalista do primeiro time. O tema da abertura apresenta bens-comuns da humanidade, a paz e o ambiente sustentável. Bom mote para conversar sobre o Japi, seus povos, seu destino.

Essa primeira semana de dezembro é também a Semana dos Direitos Humanos, cuja data internacional é lembrada em 10/12.

O I Encontro dos Povos do Japi começa na Semana dos Direitos Humanos, mas não para por aí.

É um Encontro em construção. Um encontro para debater e planejar o Encontro.

Pra falar de coisas urgentes como a questão das leis e de apelos do coração, como a preservação da paisagem para as futuras gerações.

É um Encontro entre os povos e deles com sua Serra. Um encontro da Serra com a APA. E da APA de novo com seus povos.

O I Encontro dos Povos do Japi afirma que uma outra APA é possível.

Uma APA reconhecida, respeitada, protegida, preservada.

A mesma APA, marcada pelo movimento dos séculos e dos povos.

Mas, uma outra APA é mesmo possível? A resposta é urgente. Bom pretexto para um encontro.

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Veja mais sobre o I Encontro dos Povos do Japi, 01 a 10/12, em

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=24010766
http://forumcaxambu.blogspot.com